A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para instaurar um inquérito contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para apurar uma denúncia de estupro de vulnerável. O pedido foi encaminhado ao ministro Gilmar Mendes, relator do caso na Corte, após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A investigação tem origem em uma representação apresentada pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Segundo os parlamentares, Alfredo Gaspar teria cometido estupro contra uma adolescente, que posteriormente teria dado à luz uma criança. A representação também aponta suspeitas de tentativa de suborno para impedir que o caso fosse levado às autoridades.
De acordo com as informações divulgadas, Gilmar Mendes autorizou a adoção de medidas preliminares no caso, enquanto a Polícia Federal busca aprofundar as apurações. O procedimento tramita sob sigilo no STF em razão do foro por prerrogativa de função do deputado federal.
Alfredo Gaspar nega as acusações. Em manifestações anteriores, o parlamentar afirmou jamais ter cometido o crime atribuído a ele, classificou a denúncia como caluniosa e informou que realizou exame de DNA para comprovar sua inocência. O deputado também move ações judiciais contra os autores da representação, alegando ser vítima de perseguição política.
O caso ganhou maior repercussão após a confirmação de Alfredo Gaspar como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro para as eleições de 2026. Até o momento, não há denúncia formal apresentada pelo Ministério Público nem decisão judicial sobre o mérito das acusações. A investigação permanece em fase inicial e dependerá das diligências autorizadas pelo STF e da continuidade das apurações conduzidas pela Polícia Federal.
Com informações do DCM