
As apurações apontam que cerca de 1.000 postos de combustíveis ligados ao grupo movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024
O Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira (28) uma megaoperação contra um esquema bilionário de fraudes no setor de combustíveis com participação do PCC (Primeiro Comando da Capital). A ação teve 42 alvos localizados na Avenida Faria Lima, principal centro financeiro do país, incluindo gestoras de fundos e instituições financeiras, como a Reag Investimentos, a Trustee DTVM e o Banco Genial. Em nota, a Reag afirmou colaborar integralmente com as investigações. A informação é da CNN.
As apurações apontam que cerca de 1.000 postos de combustíveis ligados ao grupo movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, com destaque para uma fintech que sozinha girou R$ 46 bilhões de forma não rastreável. O prejuízo estimado com sonegação de tributos chega a R$ 7,6 bilhões, afetando não apenas consumidores, mas toda a cadeia econômica do setor.
Segundo o MPSP, o PCC se associou a uma rede de organizações criminosas para inserir atividades ilícitas na economia formal. No total, mais de 350 pessoas são investigadas por crimes como lavagem de dinheiro, fraude fiscal, estelionato, adulteração de combustíveis, crimes ambientais e contra a ordem econômica, cometidos em diferentes etapas da produção e distribuição de combustíveis.