A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (13) a Operação Rastro Financeiro para investigar um grupo suspeito de invadir contas de clientes da Caixa Econômica Federal e realizar transferências e pagamentos sem autorização. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Macapá, nos bairros Buritizal, Novo Horizonte e Trem.
De acordo com as investigações, os suspeitos obtinham dados bancários das vítimas de forma ilegal e utilizavam as informações para movimentar valores das contas. Apesar de os correntistas terem sido diretamente afetados, o impacto financeiro foi absorvido pela instituição, que realizou o ressarcimento dos valores desviados.
Funcionamento do esquema
Segundo a PF, o grupo acessava dados bancários das vítimas e, a partir dessas informações, efetuava transações não autorizadas, como transferências e pagamentos. A investigação busca esclarecer de que forma os dados eram obtidos, o destino dos recursos e como a organização criminosa estava estruturada.
Com o cumprimento dos mandados, a corporação pretende reunir novas provas, identificar outros possíveis integrantes e interromper a atuação do grupo. Os investigados poderão responder por fraude bancária, crime com pena que pode chegar a nove anos de reclusão, além de multa.
Outra operação apura fraudes
Ainda neste mês, a Polícia Federal deflagrou a Operação Fictus, que investiga crimes de estelionato majorado e uso de documento falso contra a Caixa.
Nesse caso, a apuração teve início após a própria instituição comunicar a abertura fraudulenta de contas em nome de terceiros. Com as contas abertas irregularmente, os envolvidos contratavam empréstimos, utilizavam limites de cheque especial e solicitavam cartões de crédito sem o consentimento das vítimas.
O prejuízo identificado até o momento supera R$ 30 mil. A nova fase da operação inclui o cumprimento de mandado de busca e apreensão em Ibirité, com o objetivo de aprofundar as investigações e identificar outros envolvidos.
Com informações do MIX
