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Entre desgaste e legado, Itiúba antecipa o debate sucessório

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política de Itiúba já dá sinais claros de que entrou em modo pré-eleitoral, mesmo que o calendário oficial ainda aponte outros compromissos antes. Enquanto muitos falam em 2026, nos bastidores o que realmente ocupa as conversas é 2028. E não é por acaso.

A sucessão municipal começa a ganhar contornos mais definidos a partir de dois fatos centrais: o falecimento da ex-prefeita Cecília Petrina de Carvalho, figura que deixou um legado político forte e ainda muito presente no imaginário popular, e a impossibilidade de o atual prefeito, Zé do Rádio, disputar novamente o cargo. Esse vácuo de poder abre espaço para novos projetos, ambições antigas e articulações silenciosas.

Os nomes começam a surgir com naturalidade. Evaldo Rios, Aroldo Pinto, Cristina de Evaldo, Vívia de Covas, Udenilson, Romenil e Juninho de Piaus já circulam nas rodas políticas como possíveis postulantes ao Executivo. Alguns testam o terreno, outros aguardam o momento certo, e há ainda aqueles que preferem trabalhar longe dos holofotes.

Do lado da situação, apesar de ainda comandar a máquina pública, o prefeito Zé do Rádio enfrenta um cenário delicado. O desgaste da gestão, somado a problemas administrativos recorrentes, pode dificultar a missão de construir um nome competitivo. O mais sintomático é que a resistência não vem apenas da oposição, mas também de setores da própria base aliada, que já demonstram ressalvas a possíveis candidaturas ligadas diretamente ao governo.

Já no campo oposicionista, o legado de Cecília Petrina segue como trunfo político. Há quem diga que sua memória continua sendo um ativo eleitoral poderoso. Mais do que isso: corre nos bastidores que, antes de falecer, Cecília teria confidenciado a aliados próximos quem gostaria de ver como seu candidato em 2028. Se verdadeiro, esse “nome guardado” pode mudar completamente o jogo quando vier a público.

Por enquanto, tudo é articulação, especulação e expectativa. Mas uma coisa é certa: o cenário está em construção, e Itiúba viverá, nos próximos meses, uma intensificação natural do debate político. Quem souber ler o momento, ouvir a população e se posicionar com inteligência pode sair na frente.

A política, como sempre, não espera o calendário. Ela se move no silêncio dos bastidores — até o dia em que explode nas urnas.

Por Ivan Silva

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