Cerca de 2 milhões de trabalhadores nascidos em janeiro poderão sacar, a partir da próxima segunda-feira (16), o primeiro lote do Abono Salarial referente ao ano-base 2024. O pagamento marca o início do calendário de 2026 e deve liberar aproximadamente R$ 2,5 bilhões neste primeiro repasse.
O benefício, conhecido como PIS/Pasep, pode chegar ao valor de um salário mínimo, fixado atualmente em R$ 1.621, conforme o tempo trabalhado em 2024.
Têm direito ao abono trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e servidores públicos (Pasep) que receberam remuneração média de até R$ 2.765,93 em 2024, trabalharam com carteira assinada por pelo menos 30 dias no ano-base, estão inscritos no programa há no mínimo cinco anos e possuem dados corretamente informados pelo empregador.
Quem possui conta na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil terá o valor depositado automaticamente. Os demais trabalhadores poderão realizar o saque nas agências a partir da quarta-feira (18). O dinheiro ficará disponível para retirada até 29 de dezembro de 2026.
Valor varia conforme meses trabalhados
O valor do benefício é proporcional ao número de meses trabalhados em 2024. O cálculo considera o salário mínimo atual dividido por 12. Com o piso estabelecido em R$ 1.621, cada mês trabalhado garante aproximadamente R$ 136.
Confira exemplos:
- 1 mês trabalhado: R$ 136
- 3 meses: R$ 406
- 6 meses: R$ 812
- 12 meses: R$ 1.621 (valor integral)
As informações sobre valores e datas de pagamento podem ser consultadas no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital e no Portal Gov.br.
Calendário segue mês de nascimento
O pagamento do abono salarial é realizado conforme o mês de nascimento do trabalhador:
- Janeiro: 15 de fevereiro
- Fevereiro: 15 de março
- Março e abril: 15 de abril
- Maio e junho: 15 de maio
- Julho e agosto: 15 de junho
- Setembro e outubro: 15 de julho
- Novembro e dezembro: 15 de agosto
Novas regras passam a valer
A partir deste ano, entram em vigor novas regras aprovadas pelo Congresso Nacional em 2024. O critério de renda para acesso ao benefício deixa de ser reajustado com base no salário mínimo e passa a acompanhar a inflação.
De acordo com as novas diretrizes, a mudança prevê a redução gradual do número de beneficiários até 2035, quando o programa deverá contemplar trabalhadores que recebem até um salário mínimo e meio. O valor do abono, no entanto, permanece inalterado.
Com informações do MIX
