PUBLICIDADE

Arqueóloga de 81 anos é baleada no meio da rua após sacar ‘valor considerável’ em banco; vídeo mostra ação

Botões de Compartilhamento


Uma arqueóloga de 81 anos foi baleada no meio da rua durante um assalto no Leblon, área nobre do Rio de Janeiro, na tarde de quinta-feira (15). Segundo o sobrinho de Tânia Andrade Lima, ela havia retirado um “valor considerável” da conta momentos antes do crime.

Câmeras de segurança flagraram o momento em que a vítima é abordada por volta das 14h, na Rua General Venâncio Flores. Tânia caminhava pela calçada, em direção ao próprio carro, quando um homem de boné preto corre para alcançá-la.

A idosa tem a bolsa e o braço puxados e cai no chão. Em seguida, ela é arrastada pelo suspeito, que sobe na garupa de uma moto e foge após três testemunhas aparecerem.

“Ela saiu do banco, sacou um dinheiro. E aí, ao se dirigir ao carro dela, o rapaz pegou ela por trás. Tentou arrancar a bolsa. Ela segurou a bolsa. E aí o cara deu três tiros nela”, relatou Antônio Rocha, sobrinho da vítima.

Tânia foi levada para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Segundo a direção da unidade, ela deu entrada com ferimentos por arma de fogo no pescoço e no ombro, considerados sem gravidade, e na mão. No início da noite, foi transferida para outro hospital.

Testemunhas tentaram alcançar suspeitos

Após o crime, testemunhas tentaram correr atrás dos criminosos. Um carro entrou na contramão para acompanhar a moto em fuga.

Policiais militares chegaram a montar barreiras na entrada e na saída do Túnel Rebouças, mas os suspeitos conseguiram escapar. Na saída, eles bateram em um carro, roubaram uma moto e continuaram a fuga.

A motocicleta usada no assalto e dois celulares foram recuperados.

O caso foi registrado na Delegacia do Leblon (14ª DP). Imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas para reconstituir o trajeto dos criminosos antes da abordagem.

Um dos suspeitos já foi identificado, e a polícia tem as características do outro.

Quem é a vítima

Tânia Andrade Lima é arqueóloga, pesquisadora sênior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e professora aposentada do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da UFRJ. 

Teve reconhecimento internacional pelo trabalho relacionado à descoberta do Cais do Valongo, em 2011, durante obras da Prefeitura do Rio na zona Portuária. O local foi um dos principais pontos de desembarque de africanos escravizados nas Américas e, durante escavações, foram encontrados amuletos e objetos de culto provenientes de regiões como Congo, Angola e Moçambique.

Em 2023, Tânia recebeu, na Itália, o prêmio Hypatia Award, concedido pela CICOP Net (Confederação dos Centros Internacionais para a Conservação do Patrimônio Arquitetônico).

Com informações do Bnews



Leia mais

PUBLICIDADE