
Um candidato à Presidência da República afirmou que tropas dos Estados Unidos já estariam em território brasileiro com o objetivo de sequestrar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi feita em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre os governos brasileiro e norte-americano.
A acusação, no entanto, não foi acompanhada de provas que confirmassem a presença de militares dos Estados Unidos no Brasil com essa finalidade.
A declaração ocorre em um cenário de agravamento das relações entre Brasília e Washington. Nos últimos dias, o governo norte-americano reafirmou sua posição de influência sobre o hemisfério ocidental, enquanto o governo brasileiro enfrenta medidas e declarações do governo de Donald Trump em meio a uma disputa comercial e política.
A tensão também envolve questões diplomáticas. O Senado dos Estados Unidos confirmou recentemente Daniel Perez como novo embaixador norte-americano no Brasil, em meio a um impasse sobre a concessão do chamado agrément, autorização necessária para que um país aceite formalmente o representante diplomático de outro.
A possibilidade de uma ação militar dos Estados Unidos contra Lula não é apontada pelo governo brasileiro como uma ameaça concreta. Segundo informações divulgadas nesta semana, integrantes do governo não acreditam que Washington esteja preparando uma operação militar contra o presidente brasileiro. A preocupação manifestada nos bastidores está relacionada principalmente a possíveis interferências externas no processo eleitoral e à atuação nas redes sociais.
Mesmo diante desse cenário, o candidato sustentou sua afirmação sobre uma suposta operação para retirar Lula do poder. A declaração ganhou repercussão justamente por apresentar como fato uma alegação para a qual não foram apresentadas evidências públicas.
O episódio ocorre durante a campanha eleitoral de 2026, marcada por forte polarização política e pelo aumento das discussões sobre a relação do Brasil com os Estados Unidos.
Com informações do Notícias ao Minuto