Novos laudos médicos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Supremo Tribunal Federal (STF) apontam uma piora em seu quadro clínico durante a última semana. Os documentos relatam crises recorrentes de soluços, sonolência acentuada, instabilidade de equilíbrio e risco de quedas, informações utilizadas pelos advogados para solicitar a manutenção da prisão domiciliar.
De acordo com o relatório de evolução fisioterapêutica, Bolsonaro apresentou dificuldades durante uma sessão realizada na quinta-feira (2), em razão de uma nova crise de soluços. O documento informa que os exercícios previstos precisaram ser interrompidos, sendo substituídos por procedimentos voltados ao alívio dos sintomas, como liberação miofascial, massagem na cicatriz da cirurgia, aplicação de laser na região do ombro e técnicas de estimulação do nervo vago.
O relatório médico semanal afirma que o ex-presidente segue em recuperação de uma cirurgia no ombro direito e de uma pneumonia bilateral diagnosticada em março deste ano. Segundo a equipe médica, o tratamento medicamentoso para controlar os soluços foi mantido, apesar dos efeitos colaterais, como sonolência e instabilidade, por ter reduzido a frequência e a intensidade das crises nos últimos dias. Os médicos também recomendaram medidas de prevenção de quedas e uma dieta com baixo teor de sódio e baixa acidez.
Os documentos foram enviados ao STF no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes decidiu manter Jair Bolsonaro em prisão domiciliar por prazo indeterminado. Além dos episódios de soluços, os laudos registram fadiga leve e intermitente, pressão arterial controlada após ajustes na medicação e ausência de dores no ombro operado. A orientação é que o ex-presidente continue realizando fisioterapia motora e respiratória de forma gradual durante o processo de recuperação.
Com informações do DCM