STF condena pastor e empresário a 14 anos de prisão por financiar atos de 8 de janeiro
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o pastor Éder Carlos Furlan e o empresário Cícero Aparecido Fernandes a 14 anos de prisão, além do pagamento de multa de R$ 30 milhões cada, por participação no financiamento dos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023.
De acordo com a decisão, ambos foram considerados responsáveis por organizar e custear o transporte de manifestantes até Brasília, com o objetivo de participar das invasões às sedes dos Três Poderes. Eles foram condenados por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e associação criminosa armada.
As investigações apontaram que os condenados fretaram ônibus para transportar 84 pessoas de Maringá até a capital federal, utilizando nomes de terceiros e empresas para ocultar a origem dos recursos. Também foi identificado o uso de transferências via Pix para arrecadação de valores destinados à logística dos deslocamentos.
Segundo o processo, os dois participaram da organização de um acampamento em frente a uma unidade militar em Maringá, onde incentivavam a contestação do resultado das eleições de 2022 e defendiam a intervenção militar.
O julgamento considerou que Éder Carlos Furlan atuou na mobilização de participantes, enquanto Cícero Aparecido Fernandes foi responsável pela gestão financeira e contratação dos serviços de transporte. Ambos confessaram envolvimento nos atos.
A decisão também determinou a responsabilização por danos morais coletivos e não cabe mais recurso. O STF concluiu que houve atuação coordenada com o objetivo de subverter a ordem constitucional e incentivar ações contra o governo eleito.
As informações são do DCM