
Foto da residência..
A redação recebeu mensagens do senhor José Castro Mendonça, que demonstra revolta com a gestão do prefeito Zé do Rádio. Segundo ele, há quase dois anos não recebe o pagamento do aluguel de um imóvel locado ao município, utilizado para abrigar pacientes do Tratamento Fora do Domicílio (TFD) que se deslocam para Salvador.
De acordo com o proprietário, os atrasos tiveram início ainda na primeira gestão do prefeito Zé do Rádio, quando o então secretário de Saúde era Lula, e persistem na atual gestão, sob responsabilidade do atual secretário de Saúde, André Castro.
José Castro afirma que já tentou, por diversas vezes, dialogar com o prefeito, sem sucesso. Em relação à Secretaria de Saúde, ele relata que mantém contato com o secretário André Castro por meio de mensagens, mas recebe apenas promessas de que a situação será resolvida, sem a efetivação dos pagamentos.
Demonstrando insatisfação, o proprietário encaminhou à redação prints de conversas com o secretário e também um protocolo de Processo de Reconhecimento de Dívida e Compromisso de Pagamento nº 003/2025, no valor de R$ 78.000,00 (setenta e oito mil reais), datado de 3 de novembro de 2025. Apesar disso, segundo ele, os aluguéis continuam em atraso.
Procurado pela reportagem, o ex-secretário de Saúde, Lula, afirmou que, durante sua gestão, teria ficado em aberto apenas um mês de aluguel, alegando que o atraso ocorreu porque o proprietário do imóvel não teria comparecido para assinar um aditivo contratual.
Já o atual secretário de Saúde, André Castro, declarou que não procede a informação de quase dois anos de atraso, sustentando que o município estaria devendo apenas três meses de aluguel e que, nesta quarta-feira (27), o aditivo contratual já teria sido assinado.
No entanto, o proprietário do imóvel contesta a versão. Segundo José Castro, nenhum aditivo foi assinado, contrariando o que foi informado pelo secretário. O imóvel segue alugado ao município pelo valor de R$ 6.000,00 (seis mil reais) mensais.
Indignado, o proprietário afirmou que poderá tomar medidas mais drásticas caso a situação não seja resolvida.
“Quero meu dinheiro ou, depois que pagarem, desocupem minha casa. Se não, vou chamar a polícia, o Aô Juca e o Pimenta, e levar esse caso para a imprensa da capital”, declarou.
A reportagem voltou a tentar contato com o prefeito Zé do Rádio, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. Em nova conversa, o secretário de Saúde André Castro também não informou previsão para o pagamento dos valores que o município reconhece como pendentes.
Ainda segundo o denunciante, embora o imóvel esteja cedido e ocupado pela Prefeitura, parte do período de uso não teria sido formalizada por contrato, o que pode agravar a situação administrativa e jurídica do caso.
O espaço segue aberto para manifestação da Prefeitura.
Por Ivan Silva